
Li outro dia um artigo sobre "Trabalhar com diferentes culturas" no Le Journal du Net e achei bem apropriado para o que eu estou vivenciando atualmente e quem sabe muitas pessoas não estejam...
Além dos clichês de cada nacionalidade, algumas regras no trabalho permitem um melhor aproveitamento de aprendizado com as diferenças culturais de comportamento. Em questão: a relação de cada cultura com o tempo... futuro... Que sejam Chineses, Ingleses, Brasileiros, Angolanos, vejam aqui como evitar os confrontos.
Quando falamos de relações de trabalho a questão do tempo é um dos pontos cruciais – se não, um dos mais discutidos. Por que? Os experts interculturais explicam com uma concepção diferente do “tempo”. De um lado, os Ingleses e Alemães que possuem um ‘tempo linear’, suas tarefas seguem uma agenda pré-estabelecida; do outro lado, os Indianos ou Chineses com sua concepção ‘tempo espacial’, seus encontros são mensurados pela qualidade do momento dispendido. No meio do caminho, encontramos os Franceses... os Belgas. E quase sempre perdidos no meio do caminho, encontramos os Portugueses ou no meio do meio os Brasileiros... os Angolanos foram por outro lado... por ali...
Não é assim tão simples colaborar com culturas onde o tempo é visto como espacial, mas difícil mesmo é obter colaboração quando não há compreensão e respeito entre as culturas. Saber estabelecer e assegurar o entendimento do que será desenvolvido no encontro e sua importância para ambas as partes pode ser o primeiro passo. Assim, procure praticar um contato mais próximo, ou seja, um ‘controle’ com os parceiros concretizando as noções do projeto e os prazos para ambas as partes envolvidas. Enviar um e-mail em etapas anteriores/intermediárias e/ou telefonar na véspera e comentar sobre a reunião que se desenvolverá são boas táticas. Atenção as palavras empregadas: “Poderia me enviar o relatório se possível na próxima semana” é bem diferente de “Poderia me enviar o relatório na próxima terça-feira dia 08”. Aqui, não se trata simplesmente de saber "forçar" o tempo do outro. Lembre-se! É cultural! Ou pode ser... e você também pode estar na mesma situação em relação a uma outra cultura. O importante é se adaptar... no caso a um tempo mais linear que o seu. Se a reunião é às 9h00, chegaremos com tempo suficiente de ligar o PC, ligar o projetor e de dizer “Bom Dia” aos colegas. Às 9h00 é a apresentação que começa!
Segundo Olivier Meier, pesquisador e autor do livro “Management Interculturel”, uma outra consequência dessa diferença de apreciação do tempo é a importância acordada ao passado, ao presente e ao futuro. “As culturas Asiáticas e Africanas são voltadas para ontem e hoje e vivem numa lógica de continuidade onde a tradição é essencial. Inversamente, os ocidentais são orientados em direção ao futuro.” Assim, um executivo europeu nos Estados Unidos terá como prioridade gestão de projeto, planejamento... Chegar falando de sua história, uma grande conquista há cinco anos não fará muita diferença. O que conta aqui são suas estratégias e previsões do futuro. O que não é o caso nas outras culturas. O mesmo executivo se trouxer argumentos de estratégias e previsões tornará na verdade tudo muito abstrato. Já aqui será necessário estabelecer uma ligação entre seu discurso e elementos que os representates dessas culturas tenham vivenciado no passado ou que vivenciem atualmente. Percebe-se uma lógica: ruptura x evolução natural.
Quando falamos de relações de trabalho a questão do tempo é um dos pontos cruciais – se não, um dos mais discutidos. Por que? Os experts interculturais explicam com uma concepção diferente do “tempo”. De um lado, os Ingleses e Alemães que possuem um ‘tempo linear’, suas tarefas seguem uma agenda pré-estabelecida; do outro lado, os Indianos ou Chineses com sua concepção ‘tempo espacial’, seus encontros são mensurados pela qualidade do momento dispendido. No meio do caminho, encontramos os Franceses... os Belgas. E quase sempre perdidos no meio do caminho, encontramos os Portugueses ou no meio do meio os Brasileiros... os Angolanos foram por outro lado... por ali...
Não é assim tão simples colaborar com culturas onde o tempo é visto como espacial, mas difícil mesmo é obter colaboração quando não há compreensão e respeito entre as culturas. Saber estabelecer e assegurar o entendimento do que será desenvolvido no encontro e sua importância para ambas as partes pode ser o primeiro passo. Assim, procure praticar um contato mais próximo, ou seja, um ‘controle’ com os parceiros concretizando as noções do projeto e os prazos para ambas as partes envolvidas. Enviar um e-mail em etapas anteriores/intermediárias e/ou telefonar na véspera e comentar sobre a reunião que se desenvolverá são boas táticas. Atenção as palavras empregadas: “Poderia me enviar o relatório se possível na próxima semana” é bem diferente de “Poderia me enviar o relatório na próxima terça-feira dia 08”. Aqui, não se trata simplesmente de saber "forçar" o tempo do outro. Lembre-se! É cultural! Ou pode ser... e você também pode estar na mesma situação em relação a uma outra cultura. O importante é se adaptar... no caso a um tempo mais linear que o seu. Se a reunião é às 9h00, chegaremos com tempo suficiente de ligar o PC, ligar o projetor e de dizer “Bom Dia” aos colegas. Às 9h00 é a apresentação que começa!
Segundo Olivier Meier, pesquisador e autor do livro “Management Interculturel”, uma outra consequência dessa diferença de apreciação do tempo é a importância acordada ao passado, ao presente e ao futuro. “As culturas Asiáticas e Africanas são voltadas para ontem e hoje e vivem numa lógica de continuidade onde a tradição é essencial. Inversamente, os ocidentais são orientados em direção ao futuro.” Assim, um executivo europeu nos Estados Unidos terá como prioridade gestão de projeto, planejamento... Chegar falando de sua história, uma grande conquista há cinco anos não fará muita diferença. O que conta aqui são suas estratégias e previsões do futuro. O que não é o caso nas outras culturas. O mesmo executivo se trouxer argumentos de estratégias e previsões tornará na verdade tudo muito abstrato. Já aqui será necessário estabelecer uma ligação entre seu discurso e elementos que os representates dessas culturas tenham vivenciado no passado ou que vivenciem atualmente. Percebe-se uma lógica: ruptura x evolução natural.
Saber respeitar tais diferenças culturais minimiza os resultados medianos e negativos nos negócios e porque não... no seu dia-a-dia.